Polícia achou R$ 22 mil em dinheiro com o grupo
Polícia Civil/Divulgação
De acordo com as investigações, a quadrilha usava recursos de informática, obtinha dados de clientes, preparava os cartões bancários, e, quando alguns membros da organização compareciam a agências bancárias e aos caixas eletrônicos, colocavam em prática a ação criminosa.
A organização tinha os líderes que arquitetavam todo o crime conseguindo as informações bancárias, e que, com maquinário próprio, preparavam os cartões clonados. Em seguida, faziam o recrutamento de membros que tinham a função de alugar veículos, fazerem reservas em hotéis e dirigir os automóveis. Outros membros eram responsáveis por operacionalizar o crime nos caixas eletrônicos. Eles passavam o dinheiro para outros membros, que tinham a função de retornar de carro ao Rio de Janeiro, levando todo o lucro obtido, onde era feita a partilha de acordo com a participação de cada um.
Com este objetivo, na tarde da última terça-feira (23), 15 membros da organização criminosa chegaram em Belo Horizonte, alguns de carro, outros de avião, e, na manhã de quarta-feira, quando iniciavam a prática dos crimes em série, três deles foram presos, logo após cometerem o crime. A ação era repetida pela quadrilha em vários caixas eletrônicos, conforme apurou a investigação.
Após as prisões, foram desenvolvidas diversas diligências e investigações. Na noite de quarta-feira, dois veículos foram interceptados nas imediações de Juiz de Fora, em fuga para o Rio de Janeiro, quando foram presos outros seis envolvidos. Um terceiro veículo foi interceptado em Três Rios (RJ) e mais dois envolvidos foram presos. Outros quatro suspeitos, incluindo uma mulher, foram presos no Aeroporto Internacional de Confins, no momento em que embarcavam para o Rio de Janeiro.
A polícia estima que o prejuízo de valores, somente em Belo Horizonte, seja de R$ 224 mil. Em todo o País, o prejuízo chega a R$ 6 milhões somente neste ano. Com os suspeitos, a polícia apreendeu R$ 22 mil, três carros, aproximadamente 200 cartões bancários, equipamentos de informática e celulares. Todos os suspeitos foram presos por furto qualificado e organização criminosa, e um deles, além desses crimes, também por falsidade ideológica.
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