sexta-feira, 5 de junho de 2015

Mulher atacada a facadas pelo ex perde parte dos movimentos do braço

Do R7, com Record Minas
Desesperada, Janaína alega que não tem dinheiro para arcar com advogadosRecord Minas
Suspeito aguarda o julgamento preso em Belo HorizonteRecord Minas
Dois meses após ser atacada a facadas pelo ex-marido, Janaína Lana, de 38 anos, ainda convive com as sequelas da agressão: depois de passar 46 dias internada, ela ainda não consegue escrever e depende de ajuda para tomar banho, já que perdeu parte dos movimentos do braço. Janaína é considerada a primeira vítima de tentativa de feminício de Belo Horizonte.
O crime aconteceu na madrugada dia 10 de março.O ex-marido dela, Wilson de Oliveira Espínola Lana, de 41 anos, invadiu a casa da vítima, no bairro Guarani, na região nordeste da cidade, armado com uma faca. O filho adolescente do casal partiu para cima do pai e conseguiu impedir que a mãe fosse morta. Mesmo assim, ela chegou a ficar em coma por quatro dias. Os médicos disseram à família que Janaína tinha poucas chances de sobreviver.
— Eu lutei muito para não morrer, porque ele acertou a artéria do meu braço e, em vinte minutos, eu perdi 70% do sangue do meu corpo.
Lana foi detido no dia seguinte à aprovação da Lei 3.104/2015 - que altera o artigo 121 do Código Penal que transformou os assassinatos de mulheres em crimes hediondos. A juiza Marixa Fabiane Lopes explica que, muitas vezes, a defesa do acusado conseguia retirar as qualificadoras e ele acabava recebendo uma pena mais branda.
— A mulher era violentamente assassinada e, às vezes, o delito já era qualificado com motivo torpe ou fútil. Mas quando chegava no júri, a defesa conseguia tirar as qualificadoras e convencer os jurados e ele era condenado por homicídio simples. Com a qualificadora do feminicídio, isto não vai mais ocorrer.
O suspeito aguarda o julgamento preso. Mas, mesmo assim, Janaína se sente desamparada. Ela conta que o ex-marido conseguiu um advogado particular e ela não tem dinheiro para arcar com os custos da defesa. A magistrada destaca que, casos como os desta vítima, devem incentivar as denúncias.
— Denunciem estes agressores. Porque homem que bate, estupra e mata mulher existe resposta para isso: grades.

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