sexta-feira, 5 de junho de 2015

Aposentado morre sete anos após comprar caixão e guardar em casa

Do R7 com Record Minas
Cipriano deixou o próprio funeral preparadoRecord Minas
Um idoso de 81 anos, que havia preparado o próprio funeral, morreu esta semana em Belo Horizonte. Há sete anos, José Cipriano já tinha comprado o caixão onde queria ser enterrado e o guardou em sua oficina de trabalho.
Em entrevista à Record Minas, há um ano, Cipriano explicou o motivo: não queria dar trabalho a ninguém quando morresse.
— Teve um moço que morreu e ficou quase quatro dias pedindo um e outro para ser enterrado. E eu, vivo, não amolo ninguém. Então, depois de morto vou ficar amolando alguém? E por isso, já fui lá e comprei.
A ideia de Cipriano assustou toda a família e, na época, causou estranhamento até mesmo ao gerente da funerária onde ele comprou o caixão, Clésio Adriano. 
— O primeiro impacto que tivemos foi de um pouco de susto.
Mas, após algum tempo, a família se acostumou à presença do caixão, que precisou ser utilizado agora. José Cipriano morreu após uma série de complicações nos rins e fígado e chegou a ficar 12 dias internado no Hospital Risoleta Neves. 
Ainda no hospital, segundo conta o filho Tiago Rodrigues, o idoso sempre lembrava a família de que o enterro estava todo planejado e pago.
— Como ele dizia, ele se precaveu. E do jeitinho que ele fez, está acontecendo. 
E apesar da tristeza, Rodrigues destaca que o ficará são as boas lembranças do pai:
— E a gente vai carregar para sempre essa dor, a saudade, as lembranças boas, até a própria gravação da reportagem. E vamos tocar a vida, porque a vida continua.

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