Os
policiais civis Lucas Menezes Meireles e Luno Eustáquio Costa Campos, suspeitos de matar a
tiros o investigador Clenir Freitas da Silva na quarta-feira passada
(24), em Betim, na Grande BH, confundiu a vítima com um criminoso,
segundo o advogado Ramon dos Santos, que defende ambos. “Em momento
algum eles sabiam que se tratava de policial”, afirma Santos.
Na
manhã desta quinta-feira, Luno prestou depoimento por uma hora,
período em que foi ouvido pelo delegado Reinaldo Lima, da
Corregedoria da Polícia Civil. Na casa dele, investigadores
cumpriram mandados de busca e apreensão, no qual foram recolhidos
alguns documentos.
O
crime
Clenir
e um o delegado do 1º DP de Betim estavam de campana na Avenida Nova
York, no Bairro Capelinha, onde abordaram um suspeito de tráfico. No
momento da prisão, um Fiat Stilo de cor amarela se aproximou e dois
homens no carro começaram a disparar contra os policiais. Clenir e o
delegado reagiram, mas o inspetor foi atingido e morreu quando era
atendido na Unidade de Socorro Intensivo (Uai), no Bairro
Teresópolis.
Após
levantamentos, a Polícia Civil descobriu que no momento do crime o
investigador Lucas Meireles, da DP de Homicídios, além de outro
policial, Luno Eustáquio Costa Campos, estavam dentro do Stilo. Lucas
Meireles seria o autor dos disparos que mataram Freitas. O carro
pertence à delegacia onde eles trabalham.
Os
dois policiais suspeitos, que fugiram após a troca de tiros, se
entregaram no final da noite dessa quinta-feira e foram levados para
a Corregedoria da Polícia Civil. Eles estão presos desde a última
quinta-feira (25) na Casa de Custódia da Polícia Civil, na Região
Leste de Belo Horizonte.
Defesa
O
advogado Ramon dos Santos argumenta que Lucas e Luno estavam no local
para investigar um duplo homicídio. “Em momento algum eles sabiam
que se tratava de policiais. Foram saber bem mais tarde. Até mesmo
porque eles abandonaram o veículo, a viatura descaracterizada,
porque acreditavam ser marginais”, afirma Ramon dos Santos.
De
acordo com Santos, seus clientes também alegaram em depoimentos que,
pela forma como Clenir estava vestido, não dava para identificá-lo
como um policial. “E isso ajudou a essa confusão toda.”
Sobre
a acusação de que Lucas Miereles e Luno Eustáquio Costa Campos estariam no local
para receber uma propina de R$ 20 mil de traficantes, o advogado
desmente. “Isso foi uma história criada naquele momento, mas não
existiu”, assegura.
O
defensor explica que ainda não pediu a liberdade de seus clientes,
pois teme pela segurança de ambos, mas declarou que passou a
trabalhar nesta quinta-feira para conseguir o habeas corpus.
fonte rádio Itatiaia
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