quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Policiais civis suspeitos de matar colega em Betim o teriam confundido com criminoso

Os policiais civis Lucas Menezes Meireles e Luno Eustáquio Costa Campos, suspeitos de matar a tiros o investigador Clenir Freitas da Silva na quarta-feira passada (24), em Betim, na Grande BH, confundiu a vítima com um criminoso, segundo o advogado Ramon dos Santos, que defende ambos. “Em momento algum eles sabiam que se tratava de policial”, afirma Santos.
Na manhã desta quinta-feira, Luno prestou depoimento por uma hora, período em que foi ouvido pelo delegado Reinaldo Lima, da Corregedoria da Polícia Civil. Na casa dele, investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão, no qual foram recolhidos alguns documentos.
O crime
Clenir e um o delegado do 1º DP de Betim estavam de campana na Avenida Nova York, no Bairro Capelinha, onde abordaram um suspeito de tráfico. No momento da prisão, um Fiat Stilo de cor amarela se aproximou e dois homens no carro começaram a disparar contra os policiais. Clenir e o delegado reagiram, mas o inspetor foi atingido e morreu quando era atendido na Unidade de Socorro Intensivo (Uai), no Bairro Teresópolis.
Após levantamentos, a Polícia Civil descobriu que no momento do crime o investigador Lucas Meireles, da DP de Homicídios, além de outro policial, Luno Eustáquio Costa Campos, estavam dentro do Stilo. Lucas Meireles seria o autor dos disparos que mataram Freitas. O carro pertence à delegacia onde eles trabalham.
Os dois policiais suspeitos, que fugiram após a troca de tiros, se entregaram no final da noite dessa quinta-feira e foram levados para a Corregedoria da Polícia Civil. Eles estão presos desde a última quinta-feira (25) na Casa de Custódia da Polícia Civil, na Região Leste de Belo Horizonte.
Defesa
O advogado Ramon dos Santos argumenta que Lucas e Luno estavam no local para investigar um duplo homicídio. “Em momento algum eles sabiam que se tratava de policiais. Foram saber bem mais tarde. Até mesmo porque eles abandonaram o veículo, a viatura descaracterizada, porque acreditavam ser marginais”, afirma Ramon dos Santos.
De acordo com Santos, seus clientes também alegaram em depoimentos que, pela forma como Clenir estava vestido, não dava para identificá-lo como um policial. “E isso ajudou a essa confusão toda.”
Sobre a acusação de que Lucas Miereles e Luno Eustáquio Costa Campos estariam no local para receber uma propina de R$ 20 mil de traficantes, o advogado desmente. “Isso foi uma história criada naquele momento, mas não existiu”, assegura.
O defensor explica que ainda não pediu a liberdade de seus clientes, pois teme pela segurança de ambos, mas declarou que passou a trabalhar nesta quinta-feira para conseguir o habeas corpus.

fonte rádio Itatiaia

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