O MPT (Ministério Público do Trabalho) afirma que a mineradora Vale,
responsável pela barragem que se rompeu em Brumadinho, na Grande BH, tem
dificultado o processo de adiantamento do pagamento de indenização às
famílias das vítimas do desastre, que deixou, até agora, 121 mortos e
mais de 200 desaparecidos.
Depoimentos de funcionários e terceirizados ao MPT apontam
irregularidades cometidas pela Vale na mina em Brumadinho. Entre elas
estão falta de treinamento para situações de risco, falta de rota de
fuga e otimização de custos por meio de funções distintas acumuladas por
um mesmo gerente.
A procuradora do Trabalho em Minas, Elaine Nassif, afirma que o
principal objetivo do Ministério do Trabalho é garantir a estabilidade
dos trabalhadores, medida essencial para a investigação dos fatos. “Sem a
estabilidade, eles têm medo de falar e amanhã serem mandados embora em
retaliação”, explica.
A procuradora ainda ressalta que o MPT tem tentado uma negociação com
a Vale para garantir o adiantamento das indenizações para as famílias
dos trabalhadores, mas que a resposta é bem diferente da versão que a
Vale apresenta na mídia.
“O adiantamento foi recusado pela Vale. Nós conversamos e eles
falaram que não iam fazer esse acordo de antecipar nada, o que destoa do
que a Vale vem falando, então, nós acreditamos que a direção da Vale
está combinada com os advogados nesse sentido, ou seja a direção da Vale
fala para aumentar as ações da empresa no mercado internacional,
enquanto que aqui as dificuldades continuam”, destaca.
Na próxima quarta-feira (6), uma reunião está marcada com a Vale para
retomada da negociação. O valor cogitado por trabalhador gira em torno
de R$ 1 milhão.
O MPT ainda aguarda documentos da Vale para checar se a versão
apresentada pela empresa de que a sirene não tocou porque foi engolida
pela Lama é verdadeira.
FONTE ITATIAIA ONLINE
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