O rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na Região
Metropolitana de Belo Horizonte, já afeta o setor agrícola de Minas
Gerais. Devido à contaminação do Rio Paraopeba com 20 vezes mais que o
permitido de metais pesados como chumbo, mercúrio e níquel, a
recomendação é que os produtores não usem a água do rio. Animais também
não devem consumi-la.
Equipes da Ematar (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do
Estado de Minas Gerais) já estão em campo em 20 municípios da Grande BH
que recebem captação da água do Paraopeba para levantar detalhes dos
prejuízos.
De acordo com o diretor financeiro da Emater, Leonardo Kalil, um dos
maiores desafios é a recuperação do solo atingido pela lama. “Na região
onde houve o derramamento de lama o comprometimento é mais grave, porque
ali o estrago é definido. Esse solo jamais vai ter a qualidade que ele
tinha. A Vale vai ter que buscar alternativas, um programa de retomada
das atividades rurais com o tempo”, diz.
Leonardo Kalil relata que haverá perdas e danos financeiro e que
novos dados serão divulgados no início da próxima semana. “Temos que
avaliar quanto tempo essa lama ainda vai comprometer. Em Mariana demorou
muito tempo. Nós temos que aguardar mais números para fazer essa
análise”.
FONTE ITATIAIA ONLINE
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