A expedição da SOS Mata Atlântica, que analista a qualidade da água
atingida pelos rejeitos da barragem da Vale, em Brumadinho, na Grande
BH, mostra que metade do volume de rejeitos passa pelas duas membranas
colocadas no rio. O nível de turbidez da água após barreiras chega
a seis vezes superior ao permitido.
A Fundação chegou nos últimos dias na região de Pará de Minas, na
Região Central de Minas, aproximadamente 90 km da barragem Córrego do
Feijão, onde continua sua expedição de 356 km pelo rio Paraopeba. Ao
todo, 11 pontos já foram analisados e a maioria deles possui água com
condição péssima. O objetivo do trabalho é analisar a qualidade da água e
verificar o alcance dos rejeitos a outras regiões.
Para analisar a efetividade das membranas instaladas pela Vale, que
têm como objetivo conter os rejeitos, a equipe da ONG realizou medições
antes e depois das barreiras. No primeiro ponto, onde o rio possui
intensa corrente – trecho mais largo até agora –,o índice de oxigênio
chegou a 3mg/l e a turbidez a 683,8 NTU (sigla em inglês para a unidade
matemática Nefelométrica de Turbidez, que verifica quantidade de
partícula sólida em suspensão, o que impede a passagem da luz e a
fotossíntese, causando a morte da vida aquática). Esta turbidez equivale
a seis vezes mais do que o indicado pela legislação ambiental.
Aproximadamente 500 metros depois das membranas, no ponto de captação
de água de Pará de Minas, a turbidez foi de 366 NTU, ou seja, as
barreiras estão tirando aproximadamente 50% do volume de rejeito.
Portanto, neste ponto não há vida aquática, além de não ser indicado o
uso desta água pela população – conforme decisão de suspensão de
captação pela empresa Águas de Pará de Minas
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