PREÇO DE PASSAGEM DE ÔNIBUS SOBE DIA 30 DE DEZEMBRO
O preço da passagem de ônibus em Belo Horizonte vai subir de R$ 4,05
para R$ 4,50 a partir de 30 de dezembro deste ano. O reajuste foi
definido após reunião realizada na manhã desta quarta-feira entre
representantes da BHTrans e do Sindicato das Empresas de Transportes de
Passageiros de Belo Horizonte. O reajuste será de 11%.
IDOSO MATA MAIS UMA ESPOSA
Um idoso de 71 anos é procurado pela polícia sob a suspeita de ter
matado a companheira, de 35 anos, com um golpe de machado na cabeça na
noite dessa terça-feira (25) em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo
Horizonte. O feminicídio ocorreu na frente da filha da vítima, de 5
anos. Um fato chama atenção na ocorrência: o idoso, identificado como
José Miguel, já teria matado outra mulher na década de 1990 e foi preso
após o caso passar no extinto Programa Linha Direta, da TV Globo.
De acordo com a Polícia Militar (PM), Sara Isabel Martins estava
casada há oito anos com José Miguel. O casal morava no bairro Pousada
Del Rey. Conforme familiares, Sara era agredida com frequência pelo
idoso. Na noite de terça (25), ela queria ir para uma festa, mas foi
impedida pelo marido. O casal iniciou uma discussão e Sara foi atingida
com um golpe de machado na cabeça, na frente da filha.
Sobre o caso do 'Linha Direta', familiares de Sara informaram que José Miguel cumpriu 12 anos de prisão.
PAIS DA FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO
Ao menos vinte suplentes tomarão posse no Congresso Nacional em
janeiro para mandatos relâmpagos antes do fim da atual legislatura. Por
um período inferior a um mês, eles receberão vencimentos que podem
chegar a quase R$ 72 mil. Câmara e Senado estarão em recesso em janeiro,
sem nenhuma atividade prevista. Os suplentes ocuparão as vagas de
parlamentares eleitos ou contemplados com cargos nos governos estaduais e
federal, que tomarão posse a partir do dia 1.º de janeiro.
O grupo de novos parlamentares poderá ficar no cargo até dia 31 de
janeiro, quando terão de ceder lugar aos deputados e senadores eleitos
em outubro.
Mesmo no mês de "férias" do Congresso, os novos parlamentares
receberão o salário de R$ 33,7 mil e ainda poderão acumular outros
benefícios, como auxílio-moradia, de R$ 3,8 mil. Quem assumir a
suplência pela primeira vez, poderá ainda receber o equivalente a mais
um salário, de R$ 33,7 mil, como ajuda de custo para início do mandato, o
chamado auxílio-mudança. Para tomar posse, o novo parlamentar precisará
vir a Brasília e a Câmara ou o Senado deverão realizar uma sessão
extraordinária para isso.
Uma vez empossados, os suplentes terão direito também à cota
parlamentar - que varia de R$ 30,7 mil a R$ 45,6 mil dependendo do
Estado de origem - para gastos com passagem aérea, com funcionários e
demais custos do gabinete. Somando o gasto com todos os suplentes que
poderão assumir em janeiro - sem contar a cota parlamentar -, o valor
pode chegar a cerca de R$ 1,42 milhão.
"Isso deveria ser alterado. É uma época de transição no Congresso que
não justifica uma posse. Não há prejuízo se não há ocupação total da
Casa. Os suplentes poderiam ser convocados no caso de alguma
eventualidade. Isso pouparia custo ao Legislativo e alterar isso não
requer uma mudança constitucional", afirmou o cientista político da Arko
Advice, Cristiano Noronha. "É dinheiro público."
Entre os deputados que vão deixar a Casa em 1.º de janeiro, cinco
foram eleitos para cargos executivos: Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que será
empossado presidente da República; Luciana Santos (PCdoB-PE), Rodrigo
Garcia (DEM-SP), Lúcio Vale (PR-PA) e Major Rocha (PSDB-AC) eleitos
vice-governadores em Pernambuco, São Paulo, Pará e Acre,
respectivamente.
Os demais fazem parte de um levantamento feito pelo Estadão com nomes
que foram indicados para os ministérios de Bolsonaro, como é o caso dos
deputados Tereza Cristina (Agricultura), Luiz Henrique Mandetta (Saúde)
e Osmar Terra (Cidadania).
Também compõem a lista parlamentares que ocuparão cargos nas novas
administrações nos Estados, como Reinhold Stephanes (PSD-PR), indicado
para a Secretaria da Gestão Pública do Paraná e Otávio Leite (PSDB-RJ),
futuro secretário de Turismo no Rio de Janeiro.
Para Marcelo Aguiar (DEM-SP), que entrará no lugar de Rodrigo Garcia,
assumir o mandato neste momento é cumprir o que a Constituição Federal
determina. "Se eu não for, vai outra pessoa. Agora, se tem que mudar
essa regra ou não, tem que perguntar para o presidente da Câmara",
afirmou. Aguiar substituiu Garcia durante três anos e meio e, por isso,
não terá direito ao auxílio-mudança.
Procurada, a Câmara afirmou, por meio de sua assessoria, que o
suplente, ao assumir o mandato, tem os mesmos direitos do deputados
titular e que os critérios de concessão do auxílio-mudança estão sendo
reavaliados, "a fim de torná-los mais claros e restritivos".
Retorno
No sentido contrário, os atuais ministros Carlos Marun (Secretaria de
Governo) e Ronaldo Fonseca (Secretaria-Geral da Presidência)
reassumirão os seus mandatos na Câmara. Eles eram titulares e se
licenciaram para integrarem o governo de Michel Temer. Eles também
receberão o salário e os benefícios a que tem direito, exceto o
auxílio-mudança, que já receberam no início do mandato.
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