quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Morre empresário baleado em tiroteio entre policiais em Juiz de Fora

Morreu, na manhã desta quinta-feira, o empresário do ramo de segurança Jerônimo da Silva Leal Júnior. Ele foi baleado durante o tiroteio envolvendo policiais civis de Minas Gerais e São Paulo em Juiz de Fora, na Zona da Mata, na semana passada. Jerônimo estava internado em estado grave desde a última sexta-feira no Hospital Monte Sinai, que confirmou a morte no início desta tarde.
Malas de dinheiro apreendidas após a troca de tiros. Parte das notas era falsa
Jerônimo era dono da empresa contratada para fazer a segurança do também empresário Flávio de Souza Guimarães. As investigações apontam que ele teria ido a Juiz de Fora trocar dólares por reais. Para isso, teria contratado a empresa de Jerônimo, que chamou policiais civis para fazer a escolta. Um dos policiais é irmão de Jernônimo. Na outra ponta da negociação estaria Antonio Vilela, que levaria os reais e também teria contratado policiais para apoiá-lo. A troca de tiros supostamente aconteceu após a descoberta de que haveria reais falsos nas malas, no estacionamento de um hospital. 


Ontem, advogados de Jerônimo da Silva Leal Júnior chegaram a entrar com um pedido de habeas corpus, que era analisado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ele estava com a prisão preventiva decretada. Os advogados também queriam que ele fosse transferido para um hospital de São Paulo. 

O empresário Flávio Guimarães prestou depoimento na segunda-feira na Corregedoria de Polícia Civil de São Paulo. Ele informou que é presidente de uma empresa voltada para o mercado de engenharia e construção há dois anos e que, no cargo, teve acesso a informações de um empresário de Juiz de Fora que realizava empréstimos para pessoas jurídicas. Disse que se interessou pelo negócio e repassou as informações aos superiores da empresa, que o autorizaram a seguir com a transação.

Diante disso, segundo afirmou em depoimento, entrou em contato com Antônio Vilela, o empresário de Juiz de Fora que seria dono de malas com R$ 15 milhões em notas falsas apreendidas no local do tiroteio. Ainda de acordo com o depoimento, quem o atendeu foi outro homem, que afirmou ser funcionário de Vilela. Depois de negociações, foi marcado um encontro na cidade minera para seguir com as conversas, que envolveriam um empréstimo entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões.

O empresário disse ainda que era a primeira vez que realizava uma negociação daquela modalidade, por isso tinha preocupação com a segurança. Justificou a escolta ainda afirmando que havia notícias no mercado de que a região de Juiz de Fora é conhecida pela prática de golpes, inclusive contra executivos. Ainda segundo o empresário, diante dos temores ele entrou em contato com a empresa de Jerônimo, que já estaria acostumada a fazer segurança particular aos executivos quando viajavam. Segundo Flávio Guimarães, foram pagos R$ 30 mil pelo serviço. Eles disse que manteve contato apenas com Jerônimo e que não sabia que policiais civis faziam parte da escolta. Nove policiais civis paulistas participaram da “escolta vip”. 

FONTE- ESTADO DE MINAS

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