Apesar da liminar que fixa multa de R$ 100 mil por dia ao Sindicato dos
Agentes Penitenciários (Sindasp) caso prossiga com a greve, as
paralisações nas unidades prisionais de todo o Estado continuam na manhã
deste sábado (11). O sindicato informou que a greve está mantida, já
que o presidente da entidade ainda não foi formalmente notificado da
decisão da Justiça.
Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Social (Seds), ainda não houve
nenhuma ocorrência relevante nas unidades e o órgão segue monitorando a
situação. Para o Sindasp, o balanço é positivo, uma vez que houve grande
adesão dos agentes dos presídios do interior do Estado. Nesta manhã,
diretores do Sindicato percorrem unidades prisionais da região
metropolitana para monitorar as paralisações.
Muitos presídios já liberaram as visitas aos familiares dos detentos,
motivo dos motins. São eles o presídio Antônio Dutra Ladeira e o
Complexo Penitenciário Público-Privado, em Ribeirão das Neves, a
penitenciaria Nelson Hungria em Contagem, a penitenciária Professor
Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, e o presídio em Três
Corações.
Por outro lado, a situação mais tensa acontece no presídio Inspetor
José Martinho Drummond, onde, com as visitas ainda suspensas, os
familiares dos detentos colocam fogo na porta da unidade. As informações
são do presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB-MG, Fábio
Piló.
Segundo ele, a situação também é tensa no presídio de Bicas I, onde os
presos batem nas grades e gritam palavras de ordem, e em Bicas II, onde
uma viatura do Comando de Operações Especiais (Cope) foi vista saindo da
unidade com três presos, possivelmente para o hospital.
Mesmo com a liberação gradual das visitas, o estado é de atenção nas
unidades prisionais. A Polícia Militar informou que foram deslocadas
duas viaturas em cada unidade prisional do Estado em ameaça de
rebelião. No geral, os diretores dos presídios querem liberar as
visitas, mas os agentes das guaritas impedem.
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