A denúncia do filho de um idoso que teve o cartão bancário fraudado levou o Ministério Público a prender mãe e filha por golpes em Nanuque, no Vale do Mucuri. Ambas foram detidas em Nova Viçosa, na Bahia. Outros nove suspeitos são investigados.
A mãe usava a posição como diretora de uma instituição para idosos, a Lar Sagrado, para desviar dinheiro dos acolhidos, alguns até com deficiência mental. Ela fundou a casa em 2002 e foi afastada do cargo em junho de 2015.
As suspeitas faziam os idosos assinarem procurações dentro do lar e, com a documentação em mãos, procuravam as agências bancárias para sacar os recursos.
O MP solicitou ao INSS o histórico de operações e descobriu que as suspeitas teriam feito até empréstimos consignados em nome das vítimas. A quebra de sigilo bancário e a interceptação telefônica, autorizadas pela Justiça, também ajudaram o MPMG a comprovar que os empréstimos eram realizados de forma criminosa e organizada.
De acordo com a Promotoria de Justiça de Nanuque, uma das mulheres presas, presidente da Instituição de Idosos Lar Sagrado, juntamente com familiares e a secretária da instituição, pegava documentos dos idosos e se aproveitando da ingenuidade das vítimas, seja pela avançada idade ou pela condição de saúde, formulavam procuração pública outorgando plenos poderes para movimentar e encerrar contas correntes, emitir e endossar cheques, requisitar talões de cheques, receber quantias, benefícios, fazer e renovar cadastros e assinar declarações.
Segundo o MPMG, valendo-se da condição de presidente do Lar Sagrado e com auxílio de alguns dos denunciados, a presidente induzia os idosos a assinarem os contratos sem que soubessem do teor das cláusulas e, para os analfabetos, colocavam suas digitais.
O valor total desviado ainda não foi divulgado pelo Ministério Público.

Nenhum comentário:
Postar um comentário