sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Ex-delegado vai a júri popular em novembro pela morte da namorada

Do R7
Ex-policial e a jovem tiveram um relacionamento de dois anosReprodução
O ex-delegado Geraldo Toledo, suspeito de matar a namorada, uma adolescente de 17 anos, com um tiro na cabeça, vai a júri popular no dia 10 de novembro em Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. O crime foi cometido em abril de 2013.
De acordo com o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o julgamento está marcado para as 12h, no Tribunal do Júri da cidade. A sessão será presidida pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães.
Toledo foi expulso da corporação em outubro de 2013. Atualmente, ele aguarda o julgamento preso na Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O crime

O ex-delegado teria atirado na adolescente durante uma briga na estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas. Amanda Linhares foi baleada na cabeça e ficou internada por quase dois meses no Hospital Pronto-Socorro João 23, na capital mineira. Ela morreu na noite do dia 4 de junho, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O corpo foi enterrado no cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Conselheiro Lafaiete.
Antecedentes
Toledo ingressou como delegado na PC em julho de 2002. Ele também já responde a um Processo Administrativo na Corregedoria por suspeita de irregularidade no licenciamento de veículos, quando era titular da Delegacia de Trânsito em Betim. De acordo com a legislação, uma das penas previstas é a demissão do delegado.
Uma outra ocorrência, também de suspeita de irregularidade em licenciamento de veículo, resultou na prisão de Toledo, pela própria Polícia Civil, quando ele era delegado de Trânsito em São Joaquim de Bicas, em 2011. Esse caso caminha para abertura de um segundo processo administrativo na corregedoria.

Em 19 de março de 2014, Geraldo Toledo foi indiciado pela Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente por agressão. O inquérito já está na 13ª Vara Criminal. Essa ocorrência também pode culminar em outro procedimento na Corregedoria-Geral.

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