A Polícia Civil e o Ministério Público vão investigar a morte de um menino de 14 anos durante uma ocorrência da Polícia Militar no bairro Pompéia, na região leste de Belo Horizonte. O menor foi baleado nas costas, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Um adolescente de 17 anos que testemunhou o crime disse que foi coagido pelos militares a manter a versão dos oficiais, que afirmam ter disparado em legítima defesa. O rapaz contou que foi conduzido inicialmente ao 22º batalhão, onde os policiais militares o obrigaram a ensaiar a versão a ser apresentada na delegacia.
Ele teria que dizer que ouviu apenas dois disparos e que a abordagem se deu por volta da meia-noite de segunda-feira (14). O adolescente, no entanto, revelou que ouviu cinco tiros.
No Reds (Registro de Evento de Defesa Social) referente ao caso, o horário de início da ocorrência informado pela PM é 3h24 de terça-feira (15). A entrega do REDS à Polícia Civil ocorreu às 5h46.
No Reds (Registro de Evento de Defesa Social) referente ao caso, o horário de início da ocorrência informado pela PM é 3h24 de terça-feira (15). A entrega do REDS à Polícia Civil ocorreu às 5h46.
Já assessoria de imprensa do Hospital Pronto-Socorro João 23, para onde a vítima foi levada, afirma que o menor deu entrada na unidade às 23h55 e morreu horas depois, no início da manhã.
De acordo com as informações do boletim de ocorrência, a guarnição seguiu para o local após uma denúncia sobre o roubo de uma motocicleta. Quando a viatura passou pela esquina entre as ruas Juramento e Iara, notou a presença de quatro jovens em atitude suspeita. O garoto, identificado como Hugo Vinícius Braz da Silva, teria tentado se esconder em uma árvore e, em seguida, começou a fugir. Ele foi perseguido pelos militares e desobedeceu a ordem de parada. Conforme a PM, durante a fuga, o jovem teria "feito movimentos na cintura, como se fosse pegar algo".
Em seguida, os policiais desceram da viatura e tentaram abordar o adolescente, que continuou correndo em direção à av. Belém. Neste ponto, ele teria tirado uma arma do bolso e apontado em direção à guarnição. Os agentes ainda mandaram o rapaz soltar o objeto, mas, como ele se recusou, os militares efetuaram os disparos contra o menor, que foi atingido nas costas e caiu. Com ele, a PM encontrou somente uma réplica de pistola, que foi apreendida.
Em nota, a assessoria do batalhão confirmou o ocorrido e informou que os militares seguem detidos à disposição da Justiça. Conforme o comunicado, "foi encaminhada cópia do Auto de Prisão dos policiais militares para a Promotoria de Direitos para demonstrar a lisura dos procedimentos que a Polícia Militar de Minas Gerais tem dado a todas as questões". De acordo com o MP, a promotora Janaína de Andrade Dauro vai apurar o caso.
COMENTÁRIOS
Não estou aqui para defender ninguém, mais uma coisa é certa, o menor morto e seus amigos, segundo um dos amigos, em entrevista a tv Alterosa, disse que o menor morto realmente estava armado, e que iriam cometer o crime, mais que não deu tempo porque a polícia chegou primeiro.
É impressionante como existe inversão de valores em nosso Brasil, onde cada dia os policiais estão mais temerosos de sair para rua e ter que usar suas armas para defender a sociedade e a si mesmo, e no dia seguinte, não poder voltar pra casa, pois ficam presos enquanto os bandidos fazem a festa. Pra você bandidinho, que usa arma de brinquedo para cometer crime, a polícia não tem bolinha de cristal para saber se a arma é de brinquedo, então se estão pensando em cometer algum crime com uma arma de brinquedo, pense que pode ser o ultimo crime.
Sargento Adilson

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