A Polícia Civil concluiu as investigações sobrea morte de um bebê de cinco meses na última sexta-feira (10) em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. O caso deve ser relatado à Justiça ainda nesta semana.
Segundo o delegado de homicídios, Jean Vitor Santi, os pais da criança morta seriam usuários de drogas e, de acordo com relato de testemunhas, Lucineia Cardoso dos Santos, de 24 anos, não tinha paciência o filho e, geralmente, ficava bastante irritada quando ele começava a chorar.
Ainda de acordo com Santi, o casal também tem um filho de três anos que, há duas semanas, teria contado para a avó paterna que a mãe teria tentado enforcar o irmão.
— Ele foi até a avó dizendo o que a mãe tinha feito com o bebê e colocou as duas mãos sobre o pescoço da avó.
Após o fato, a avó teria ido até à casa da nora, que fica no mesmo terreno, e confirmou que a criança apresentava algumas marcas no pescoço. Entretanto, Lucineia disse que não era nada e desconversou.
Já na data do crime, o avô paterno teria ouvido o bebê chorando muito durante a noite do dia 10 e foi até a casa do filho para alertar o casal de que a criança teria acordado. No dia seguinte, ele foi encontrado morto e, de acordo com a perícia, apresentava sinais de asfixia mecânica.
Na ocasião, a mulher chegou a dizer à Polícia Militar que amamentou a criança quando foi acordada pelo sogro e a colocou na cama novamente e que, na manhã do dia seguinte, o menino já estaria com o corpo gelado. No entanto, a versão foi desmentida pela perícia e o casal foi preso.
Lucineia está detida na penitenciária de Rio Piracicaba, na região central de Minas, já que o presídio da cidade está passando por reformas desde que uma rebelião destruiu parte da unidade. Já o marido dela, Roberto Viana Moreira, de 33 anos, foi levado à penitenciária de Governador Valadares. A mulher deve ser indiciada por homicídio e o companheiro por omissão.
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