quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Médico é indiciado por homicídio culposo de jovem que morreu após o parto

Do R7
Um médico foi indiciado por homícidio culposo pela morte de uma jovem de 19 anos após o parto, na cidade de Santa Bárbara, na região central de Minas Gerais. De acordo com o inquérito da Polícia Civil entregue à justiça na manhã desta terça-feira (15), Sttellamares Batista da Paixão, que faleceu no dia 20 de fevereiro deste ano, teve complicações de saúde após o parto e não foi atendida corretamente pelo médico ginecologista José Geraldo Ferreira Júnior. 
A família de Sttellamares chegou a procurar o MP (Ministério Público), solicitando apoio para conseguir a transferência da jovem para outro hospital, mas ela falecceu antes disso. Segundo o delegado responsável pela investigação, Domiciano Neto, o MP encaminhou o caso à delegacia de Santa Bárbara devido a gravidade dos relatos dos familiares, que denunciavam que o tratamento médico oferido a jovem não era adequado. 
— Instaurei o inquérito imediatamente e providenciei a exumação do corpo, ficando constatada a presença de grande quantidade de pus no abdômen da vítima.
Sequência de erros 
As investigações apontam que a sequência de erros levou à morte da jovem, começou com a cesárea realizada no dia 3 de fevereiro, realizada pelo médico Júnior. Dois dias depois, ela teve alta hospitalar, mas precisou retornar ao hospital, no dia 8 do mesmo mês, por conta das dores abdominais e outros sintomas, já que ela não conseguia defecar, comer e expelia uma secreção vaginal amarelada. Ela foi atendida e liberada. 
No dia seguinte, 9  de fevevereiro, ela precisou ser internada no hospital e o médico chegou a cogitar a transferência de Sttellamares para outro hospital, devido à complexidade do quadro clínico. Isso não chegou aconteceu, ele mudou de ideia. Os exames de sague mostraram um quadro de infecção aguda, mas a jovem recebeu alta no dia 15 de fevereiro. No dia 19  de fevereiro, a paciente voltou a procurar o hospital, sendo novamente internada, mas morreu no dia seguinte. 
De acordo com o delegado Neto, o laudo médico-legal foi um dos principais documentos que o levou a concluir o inqueríto policial com o indiciamento do médico por homícidio culposo. 
— A vítima buscou atendimento deste o dia 8 até a sua morte, sendo que o quadro clínico de inflamação aguda já justificava nova cirurgia desde o dia 9.
A pena prevista para o crime de homicídio culposo varia de um a três anos de prisão.  

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