Um homem suspeito de agredir e tentar estuprar uma mulher durante um assalto em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi detido e liberado após ser agredido por familiares da vítima. O fato aconteceu após a PM (Polícia Militar) ter se recusado a registrar o crime contra Helena Nício de Carvalho Cruz, de 57 anos.
Conforme relatos da família, o filho da vítima, Alexandre Cruz, teria ido até a casa do suspeito acompanhado de outros conhecidos e acionou novamente a PM. No entanto, diante da demora, ele e outros familiares teriam trazido o suspeito até a rua e tentaram linchá-lo.
Quando a PM chegou, os militares prenderam o criminoso, mas também detiveram Cruz, acusado de ter dado um soco no rosto do suspeito de espancar sua mãe. Ele teve de assinar um termo e responderá por agressão.
— Ele saiu como a vítima e nós como os autores.
Já o agressor de Helena foi ouvido na delegacia de Polícia Civil da cidade e liberado. Ele também é suspeito de outra tentativa de estupro cometida na mesma madrugada, mas mesmo assim foi solto.
A PM nega que tenha havido negligência em relação ao socorro e registro da ocorrência do crime cometido contra a mulher. Segundo a corporação, após acionada para atender o caso, a PM manteve uma viatura em patrulhamento pela região do crime na tentativa de localizar o suspeito. Enquanto isso, a vítima foi levada pela família ao hospital.
Mas, a filha da mulher agredida, Elaine Cristina Cruz, relatou que a PM esteve em sua residência, mas se recusou a fazer um Boletim de Ocorrência. Os militares ainda teriam orientado que a família providenciasse o socorro da mulher. Após dar entrada bastante ferida em uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), a PM foi novamente acionada e registrou o crime contra Helena.
O crime
A auxiliar de serviços gerais Helena Nicio esperava um ônibus para ir ao trabalho foi brutalmente agredida, teve seu celular roubado e ainda sofreu uma tentativa de estupro em Santa Luzia. Após o crime, ela ficou desacordada por um tempo, mas voltou para casa assim que recobrou a consciência.
— Ele começou a vasculhar a minha bolsa e, como não tinha nada de importante, ele pôs a mão no meu ombro e pediu que eu o acompanhasse. Eu fiquei com muito medo pois ele com certeza iria me estuprar. Aí, ele tornou a vasculhar minha bolsa, pegou meu celular, jogou uma coisas no chão e me deixou lá semi desmaiada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário