Alarmada diante da situação caótica que delegacias da capital têm enfrentado devido à crise do sistema prisional em Minas Gerais, a Polícia Civil (PC) solicitou à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) providências urgentes no remanejamento de presos. Em ofício encaminhado nesta terça à Seds, ao qual O TEMPO teve acesso, a delegada Rosilene Alves de Souza, coordenadora do Núcleo de Gestão Prisional da PC, informa que a situação está chegando “à raia do insustentável”, e pede soluções. Em nota, porém, o secretário de Defesa Social, Bernardo Santana, diz “estranhar” o assombro com relação à crise.
No documento, a delegada ressalta a “caótica conjuntura, recentemente agravada” com a interdição do Ceresp Gameleira e com a impossibilidade de se mandarem presos para o presídio Bicas I e alerta que “já se avizinha situação com reflexos que sabidamente ensejarão dissabores à administração”.
Rosilene ressalta que “não há mais condições de perdurar a crise ora vivenciada”, informando que havia, nesta terça, 60 presos “abarrotados” em delegacias. Como resposta ao pedido, a Seds providenciou 35 vagas, sendo 15 para o Presídio São Joaquim de Bicas II – que tem 1.027 presos acima da capacidade – e 20 para a Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves – com 610 detentos a mais do que suporta o limite.
A Seds não explicou os motivos da escolha dessas unidades nem o que acontecerá com os 25 presos que possam ainda estar aguardando vagas nas delegacias.
Segundo a Seds, 2015 registrou um crescimento inédito da população carcerária: houve aumento líquido de 3.336 detentos, uma média de 834 a mais por mês. Somente nas duas últimas semanas, entraram, na região metropolitana, 476 presos por crimes “leves”.
Ressaltando que é “inadmissível mandar para a rua homicidas, estupradores, grandes traficantes e assaltantes violentos”, o secretário Santana afirmou que a atual administração “jamais dará orientação para que se diminuam as prisões”, mas afirmou que o sistema prisional não pode ser um lugar onde “se amontoam pessoas indistintamente”.
De acordo com o secretário, medidas emergenciais para gerar vagas serão tomadas “brevemente”. Conforme O TEMPO mostrou nesta quarta, algumas são reativação de cadeias e adaptação de prédios públicos. A Seds também retomará obras paralisadas de presídios. Mas, segundo Santana, “a solução duradoura se dará com planejamento e execução de novas obras”.
No documento, a delegada ressalta a “caótica conjuntura, recentemente agravada” com a interdição do Ceresp Gameleira e com a impossibilidade de se mandarem presos para o presídio Bicas I e alerta que “já se avizinha situação com reflexos que sabidamente ensejarão dissabores à administração”.
Rosilene ressalta que “não há mais condições de perdurar a crise ora vivenciada”, informando que havia, nesta terça, 60 presos “abarrotados” em delegacias. Como resposta ao pedido, a Seds providenciou 35 vagas, sendo 15 para o Presídio São Joaquim de Bicas II – que tem 1.027 presos acima da capacidade – e 20 para a Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves – com 610 detentos a mais do que suporta o limite.
A Seds não explicou os motivos da escolha dessas unidades nem o que acontecerá com os 25 presos que possam ainda estar aguardando vagas nas delegacias.
Segundo a Seds, 2015 registrou um crescimento inédito da população carcerária: houve aumento líquido de 3.336 detentos, uma média de 834 a mais por mês. Somente nas duas últimas semanas, entraram, na região metropolitana, 476 presos por crimes “leves”.
Ressaltando que é “inadmissível mandar para a rua homicidas, estupradores, grandes traficantes e assaltantes violentos”, o secretário Santana afirmou que a atual administração “jamais dará orientação para que se diminuam as prisões”, mas afirmou que o sistema prisional não pode ser um lugar onde “se amontoam pessoas indistintamente”.
De acordo com o secretário, medidas emergenciais para gerar vagas serão tomadas “brevemente”. Conforme O TEMPO mostrou nesta quarta, algumas são reativação de cadeias e adaptação de prédios públicos. A Seds também retomará obras paralisadas de presídios. Mas, segundo Santana, “a solução duradoura se dará com planejamento e execução de novas obras”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário