A Polícia Civil realizou na noite dessa segunda-feira (18) a reconstituição do tiroteio envolvendo militares e que terminou com uma investigadora baleada e seu marido morto no dia 28 de abril na região do Barreiro, em Belo Horizonte.
A vítima, Fabiana Aparecida Sales, acompanhou todo o procedimento e foi a primeira a realizar a reconstituição. Ela ainda se recupera do tiro que levou na barriga e não quis falar com a imprensa. Em seguida, os militares suspeitos do crime foram ao local.
De acordo com advogado dos militares, Lúcio Adolfo, houve uma confusão entre os envolvidos já que ninguém teria se identificado como policial.
— A versão deles me parece ser bastante lógica porque estava escuro e a noite. Todos os cinco estava armados e todo mundo se confundiu pensando que o lado de lá poderia ser bandido. O certo é que houve disparos de ambas as partes e ela e ele foram atingidos.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na data do crime, três policiais à paisana e de folga estariam em uma mata da região do Barreiro praticando tiro ao alvo. Ao ouvir os tiros, a policial civil e o marido dela, que moravam próximo ao local, foram verificar o que estava acontecendo e houve um tiroteio.
Na confusão, a investigadora foi atingida por um disparo e o marido dela foi morto com oito tiros. Felipe Sales era mecânico e também estava armado. Já os militares deixaram o local e, durante a madrugada se apresentaram à uma companhia da PM e entregaram as armas particulares utilizadas no crime.
Os três militares estão presos e, segundo a Polícia Civil, eles responderão por homicídio, tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo em via pública e fraude processual. Entretanto, o delegado que investiga o caso, Alexandre Oliveira, pediu dilação do prazo para concluir o inquérito pois ainda deve anexar informações colhidas durante a reconstituição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário