terça-feira, 12 de maio de 2015

Justiça nega soltura de PMs suspeitos de morte durante treino irregular em BH

Do R7
Mecânico foi executado com oito tiros; investigadora foi ferida por um disparoRecord Minas
Os três policiais militares suspeitos de matar um mecânico e de atirar na mulher dele no Barreiro, em Belo Horizonte, tiveram a liberdade provisória negada pela Justiça. A decisão deve ser publicada nesta terça-feira (12).

Hamilton Brunno Penido Brandão, lotado no 5º Batalhão, André William Murray e Daniel Fernandes, do 41º, foram indiciados na segunda-feira (11) por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, fraude processual e disparo de arma de fogo em via pública.


O juiz do 1º Tribunal do Júri, que negou a soltura, afirmou em despacho que a prisão deve ser mantida para garantir a produção de provas, e que sua continuidade deve ser "novamente apreciada após a conclusão regular das investigações".

De folga, o trio praticava tiro ao alvo em um matagal no Barreiro, no dia 29 de abril, quando se deparou com uma policial civil armada que foi verificar os barulhos de disparos perto de casa. Filipe Sales, de 32 anos, marido da investigadora Fabiana Aparecida Sales, a acompanhava e foi executado com oito tiros - cinco nas costas. Fabiana foi ferida por um disparo.

Segundo o inquérito da Polícia Civil, Brandão, Murray e Fernandes usavam armas de uso particular em situação probida, não prestou socorro às vítimas e ainda alterou a cena do crime, o que impediu a perícia. O inquérito colocou em dúvida se a arma encontrada com Sales, que tinha sido roubada de um PM, realmente foi levada por ele ao matagal, já que a cena do crime foi modificada. Uma placa usada no tiro ao alvo foi apreendida, o que ajudou a caracterizar o treinamento ilegal.

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