
Com a ausência de duas testemunhas de defesa, a audiência de instrução não definiu se o caso da mãe que matou o filho em julho passado, em Ibirité na Região Metropolitana, irá a júri popular. A juíza Daniela Cunha, da 2ª Vara Criminal de Ibirité, resolveu, na manhã desta terça-feira (7), marcar uma nova audiência para colher os outros depoimentos da defesa.
Presa na penitenciária Estevão Pinto, em Belo Horizonte, a ré Marília Gomes, de 20 anos, só deverá ser ouvida na próxima sessão. Ela é acusada de homicídio com dolo eventual, além de ocultação de cadáver. A defesa alega que a jovem sofre de distúrbio mental.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão da data da nova audiência. Na sessão dessa manhã, foram ouvidas quatro testemunhas da defesa e uma de acusação. Segundo o advogado de Marília Marco Siqueira, a juíza Daniela Cunha também acatou o pedido para que a penitenciária forneça um atestado de saúde da ré. O TJMG não confirmou a informação. O processo está em segredo de justiça.
Entenda o caso
Os pais comunicaram o desaparecimento de Kevin Gomes Sobral, de dois anos, em 24 de julho do ano passado, em Ibirité. O corpo do menino foi encontrado quatro dias depois, dentro de um sofá, na casa onde moram os tios deles, que disseram estar viajando na época do crime. A polícia começou a suspeitar da mãe de Kevin pelo comportamento frio ao tentar liberar o corpo no Instituto Médico Legal (IML) de Betim. Na delegacia, Marília Gomes teria tentado incriminar os vizinhos e até o marido.
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