Uma salva de palmas para o programa "Fantástico", da Rede Globo!
Novamente, com muita "isenção" e "responsabilidade social" acabaram de abordar e resolver os problemas da segurança pública no Brasil, em especial nas favelas pacificadas do Rio de Janeiro: basta apenas que a Polícia não suba nos morros.
Simples assim!
Retirando a Polícia das favelas nenhuma mulher ou criança inocente vai morrer.
Certamente, depois de tal medida ninguém mais vai morrer, afinal todos sabem que os verdadeiros "culpados" pela violência e criminalidade no Brasil são os policiais.
Pelo que vimos, com muita clareza e propriedade, a violência só chega nos morros e periferias quando o único representante do Estado resolve dar as caras.
Então, basta apenas investir um pouco mais na omissão do Estado que todos os problemas serão resolvidos
Afinal o que é viver sem segurança pública pra quem vive permanentemente sem acesso à saúde, à educação, ao lazer, à cultura e outros tantos serviços que deveriam ser levados a essas áreas marcadas pela exclusão e dominadas pela violência e criminalidade.
Ao reduzir esse grave problema a uma questão meramente de "Polícia" o "Fantástico" presta mais um desserviço a sociedade brasileira.
Não quero aqui negar ou minimizar os possíveis erros e crimes cometidos por integrantes das forças de segurança pública durante as operações realizadas em áreas conflagradas, nem a necessidade e a importância de apurar, identificar e punir os responsáveis. Ao contrário, todos que cometem crimes devem pagar por seus erros, sendo ou não servidores públicos.
O que não podemos aceitar é essa campanha descarada e covarde para desacreditar as forcas de segurança pública.
Transformar exceções em regra, denegrir e manchar a ação das forças de segurança pública é uma leviandade inaceitável.
Uma "meia verdade" pode facilmente se transformar numa "mentira inteira".
E em meio a meias verdades quem perde é a sociedade brasileira que passa a desacreditar de tudo e de todos, até mesmo das poucas instituições (que não são perfeitas, posto que são compostas por seres humanos limitados e falíveis), mas que investem e se dedicam integralmente a sua proteção.
Anésio Barbosa da Cruz Júnior - Tenente Coronel da PMGO.

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