Suspeitos incendiaram o veículo e jogaram corpos em outro local
Divulgação/PM
Um estudante de odontologia de 22 anos e o comparsa dele, de 20, confessaram o assassinato de um taxista e da filha dele, de apenas cinco anos,
ocorrido em Bom Jardim de Minas, na Zona da Mata. Os corpos das vítimas
foram encontrados no distrito de Santa Bárbara do Monte Verde no dia 19
de janeiro.
Conforme o delegado responsável pelo caso, Márcio Savino Lopes, o
universitário Miguel Pegoraro Junior relatou que o amigo, Vinícius das
Neves Antero estava devendo R$ 300 para ele. A quantia é referente à
construção de uma casa. Como Antero alegou não ter dinheiro para pagar,
Junior sugeriu que eles cometessem um assalto e executassem a vítima
logo em seguida para não serem identificados. Natanael José Landim, de
35 anos, foi escolhido pelos criminosos de forma aleatória, a partir de
uma lista telefônica.
— Eles precisavam desse dinheiro. Desde o início, a intenção era matar a
vítima de qualquer jeito, mas eles foram surpreendidos pela presença da
menina.
O motorista levou a filha Gabriela para o trabalho. Ainda de acordo com
o delegado, os suspeitos contaram que o taxista ainda tentou reagir e
sair do porta-malas onde foi colocado, mas acabou executado com dois
tiros. A criança gritou ao ver a cena e foi morta com um tiro na testa.
Para a Polícia Civil, Junior foi o responsável pelos disparos.
— Nenhum deles assume a autoria, mas tudo indica que foi ele [o
universitário], porque a arma foi achada escondida no veículo dele,
dentro do filtro.
Depois de quebrar o sigilo telefônico da vítima e ouvir cerca de 30
testemunhas, o policial conseguiu provas suficientes para pedir a prisão
temporária dos dois. Os jovens foram detidos em casa, na cidade de Bom
Jardim de Minas, no último domingo (1º), por volta de 6h e confessaram
tudo em depoimento. O delegado classificou o estudante de odontologia
como "uma pessoa fria", que não demonstrava arrependimento. Eles já são
investigados por outros crimes e foram encaminhados para o presídio de
Andrelândia.
O delegado responsável pelo caso indiciou a dupla por latrocínio
consumado, ocultação de cadáver e dano qualificado. A pena é de 30 a 50
anos de cadeia.
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