Reservatórios que atendem a Grande BH estão com 30% da capacidade
Record Minas
O ex-diretor de Operação Metropolitana de Copasa (Companhia de
Saneamento de Minas Gerais), Juarez Amorim, se defendeu nesta
quinta-feira (29) das críticas do atual governador de Minas, Fernando
Pimentel (PT). O petista afirmou que faltaram medidas do governo anterior e ressaltou que a situação crítica que o Estado enfrenta com a falta de água já era conhecida desde o ano passado.
Amorim deixou o cargo no fim de 2014, quando o novo governo assumiu o
Estado. De acordo com ele, muitos dos problemas hídricos enfrentados em
Minas foram resultado de uma expectativa de chuva que não se confirmou.
— Até 2012, todos os reservatórios encheram e nós tivemos um ano de
2013 sem nenhum problema. De 2013 para 2014, choveu abaixo da média
histórica.
Segundo o ex-diretor, o problema hídrico do Estado só ficou claro em
agosto do ano passado. Ele garantiu que a região metropolitana de Belo
Horizonte tem água suficiente para a população até 2050, desde que o
modelo de tratamento, abastecimento e captação seja revisto.
— É necessário ampliar a reservação da água bruta. A gente sempre
gastou dinheiro em guardar a água tratada. Está se mostrando que tem que
fazer grandes reservatórios de água bruta, antes de tratar.
Pimentel se reuniu nesta semana com a presidente Dilma Rousseff e pediu
recursos para as obras emergenciais do sistema Rio Manso. Segundo o
ex-diretor da Copasa, o planejamento dessa obra está pronto desde 2014 e
foi repassado à nova diretoria.
Amorim garantiu ainda que não faltou diálogo com a população sobre o problema da falta de água.
— Eu não acho que a Copasa deixou de passar uma informação para a
população. Pode ter tido timidez em ser divulgada as questões,
principalmente dos desafios que vinham pela frente. Timidez, até porque é
da característica mineira.
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