“Eu sai daqui da minha casa às 4h30, porque eu pego ônibus 4h40. E
aí eu trabalhei até às 13h. Quando foi às 14h, que eu terminei meu
horário de almoço, a minha filha me liga e fala: ‘mãe o Miguel sumiu
desde às 13h’”, contou a auxiliar de serviços gerais Sueli.
O garoto foi encontrado num bairro vizinho, a cerca de trinta
minutos da casa dele. Miguel estava dentro de um carro e a cadelinha, do
lado de fora, esperando por ele. Sueli contou que o filho adora carro.
“Na hora que ele vê um carro ele entra. Aí, na hora, o carro estava
aberto e ele entrou no carro e não quis sair mais”, disse a mãe de
Miguel.
Segundo a Polícia Militar (PM), quando o dono do carro chegou e
encontrou o menino, saiu perguntado se alguém conhecia a mãe dele.
“Ninguém soube dar informações sobre a criança. Ele tentou conversar com
a criança, mas como ela era muito pequenininha, ela só conseguiu falar o
nome dela”, relatou o militar Rudnei Rodrigues, que acompanhou o
incidente.
O motorista se aproximou, estranhou que a cadela não saía de perto
do veículo. Ele, então, suspeitou que a cachorra estivesse com o menino e
resolveu espantá-la. A vira-lata Pitucha guiou o motorista até a casa
de Miguel.
Sueli Gondim falou que quando viu a cachorra sentiu um grande
alívio. “Quando ela apareceu foi um alívio pra gente, porque com certeza
ela estava com ele”, contou. A mãe de Miguel falou que vai redobrar os
cuidados. “Parar de trabalhar, eu não posso”, afirmou.
Já o policial elogiou o ato heróico da cachorra. “Ela é a nossa
personagem principal da história. Ela acompanhou a criança, guardou o
tempo todo, e depois, levou até em casa, são e salva. Eu tenho 20 anos
de polícia e é realmente uma história de chamar a atenção”, concluiu
Rodrigues.
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