Quatro pessoas foram presas, sendo uma delas uma mulher, suspeitas de
tráfico de drogas. O grupo, que foi detido na tarde desta quinta-feira
(11), em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, pode
estar ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa
que atua no país e tem liderança em São Paulo. Isso porque na casa de
um dos detidos, a Polícia Militar (PM) encontrou um caderno com registro
de integrantes da quadrilha no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas, e
um dos presos confirmou a atuação na quadrilha.
De acordo com a Polícia Militar (PM), era realizado um patrulhamento de
rotina na rua Petrina Gonçalves Satiro, no bairro Palmital, em uma área
conhecida pelo intenso tráfico de drogas, quando os policiais
desconfiaram de um Siena prata, que transitava na região. Foi pedido que
o motorista parasse e ele não obedeceu, iniciando uma fuga em alta
velocidade. Mais a frente, o condutor perdeu o controle da direção e
bateu na calçada. Ninguém ficou ferido.
A colisão permitiu que a abordagem e a prisão de Wander Eustáquio
Gonçalves, 33, Rhanyere Campelo Costa, 20, e Wilson Renato Cruvinel, 25.
Em uma busca pelo veículo, os militares encontraram duas barras e meia
de maconha, mais cinco tabletes da mesma droga, um revólver calibre 32,
dois celulares e R$ 234 em dinheiro.
Questionados onde moravam, o trio alegou não ser da cidade. Porém, no
carro, a PM localizou uma conta de telefone em nome de Normanda Gomes
Costa, 29, namorada de Wander, com endereço de Santa Luzia.
A mulher estava em casa, quando da chegada da PM, e afirmou ser dona do
carro usado pelo trio, contudo, disse que tudo de ilícito que fosse
encontrado pertencia ao namorado dela. Além de dinheiro, celulares e uma
carteira de trabalho em nome de Wilson Renato Cruvinel, foi apreendido
um caderno de 96 folhas, dentro de um guarda-roupa, com informações
contábeis e citações que fazem alusão ao PCC.
Com detalhes, há informações sobre os 26 integrantes do grupo presos,
com número para contato, bem como telefones de familiares. Há ainda, o
controle de pagou ou não a mensalidade. A organização da atuação dos
suspeitos vai além e ainda conta com o resultado do “salve” (ação
grande) do dia cinco de outubro.
A primeira anotação que consta no caderno é do dia cinco de agosto e
última do dia 25 de novembro. Devido as informações serem recentes, as
suspeitas sobre a participação deles no PCC é ainda maior segundo a PM.
O grupo dispõe ainda de contatos de advogados e número de contas deles.
Os quatro presos já tinham passagens por tráfico de drogas e Gonçalves
ficou preso por roubo por 14 anos e São Paulo. Ele também afirmou à PM
pertence ao PCC.

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