O vestibular da Faculdade de Ciências Médicas foi mantido
Reprodução/Google Street View
Segundo as investigações, o grupo fazia parte das provas rapidamente, saia com os resultados das questões e repassava para outros candidatos por meio de transmissão eletrônica. A quadrilha cobrava entre R$ 70 mil e R$ 200 mil por vaga.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jeferson Botelho, o moderno sistema de transmissão de dados teria sido adquirido na China por 200 mil dólares.
Já o vice-diretor da instituição, Marcelo Miranda, relatou que a faculdade estava ciente da fraude e, por isso, acionou a polícia para desvendar o esquema.
— A faculdade já tem mecanismo de segurança de ação preventiva quanto à possibilidade de fraude. A Polícia Civil já tinha em curso uma investigação sobre esses fraudadores e, quando suspeitamos da ilegalidade, procuramos a polícia.
Ainda segundo Miranda, a prova do vestibular foi mantida e a segurança do exame está garantida.
Entre as pessoas presas em Belo Horizonte nesse domingo (23), estão os dois suspeitos de liderar a quadrilha. Áureo Moura Ferreira, que mora em Teófilo Otoni, e Carlos Roberto Leite Lobo, empresário que reside em Guarujá, foram detidos quando monitoravam os trabalhos na capital. Um policial civil de Minas Gerais, lotado em Governador Valadares, que estava em um dos carros dos criminosos, também é suspeito de integrar o grupo.
Ao todo, 22 candidatos e 11 integrantes da quadrilha foram detidos. Todos os envolvidos foram levados para a sede do Ministério Público.
Nenhum comentário:
Postar um comentário