Em uma ação articulada, moradores de ao todo 12 ocupações populares bloqueavam importantes vias em pontos diversos de Belo Horizonte e Região Metropolitana na manhã desta quarta-feira (24). De acordo com a Polícia Militar, havia manifestações em pelo menos seis locais diferentes em protesto contra ameaças de reintegração de posse.
No bairro Padre Eustáquio, Região Noroeste da capital, manifestantes fecharam a Rua Pará de Minas por volta das 7h e a liberação só aconteceu às 9h, com reflexos até o Anel Rodoviário e no entorno. Entre 40 pessoas, segundo a PM, e 80, conforme representantes do movimento, queimaram pneus e pedaços de madeira na Praça São Vicente.
"Nosso objetivo é chamar a atenção dos candidatos. O medo é que, depois das eleições, as ocupações sejam despejadas sem que haja nenhum diálogo", afirmou Marina Nobel, de 23 anos, integrante da Frente Terra e Autonomia. De acordo com o capitão Natã, do Batalhão de Trânsito da PM, não houve atrito no local entre a polícia e os manifestantes, e o protesto acontecia "com tranquilidade", apesar dos transtornos para os motoristas.
Os manifestantes também queimavam pneus na Avenida Cristiano Machado, na Região Norte. Por volta das 10h, os dois sentidos da pista estavam bloqueados, e a retenção no sentido Centro chegava à altura da Cidade Administrativa.
Em frente ao campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), outro grupo se manifestava na Avenida Antônio Carlos. Por volta das 10h, o trânsito havia sido liberado em duas faixas no sentido bairro.
Na Avenida Waldir Soeiro Emerick, próximo à Estação Diamante, no Barreiro, os manifestantes colocavam fogo em pneus. Em Contagem, eles interditavam os dois sentidos da Avenida Severino Ballesteros Rodrigues, no bairro Ceasa. Em Ribeirão das Neves, o protesto acontecia na Avenida Denise Cristina da Rocha, no bairro Jardim de Alá.
Segundo as lideranças dos movimentos, a Grande BH conta com mais de 25 mil famílias em ocupações organizadas por movimentos sociais e/ou espontâneas. O G1 entrou em contato com o governo do Estado, mas, até as 10h30, não havia recebido nenhum retorno.
Conforme informado em nota pública assinada pelos movimentos Brigadas Populares, Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Comissão Pastoral de Terra (CPT) e Luta Popular; integrantes de 12 ocupações participam do ato. Entre eles estão grupos de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Nova Lima e Ribeirão das Neves que reivindicam o “despejo zero” e afirmam que não aceitarão "remoções injustas e violentas".
FONTE G1 ONLINE


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