
PUBLICADO EM 05/09/14 - 14h54
Cansado de ser vítima de assaltos, o proprietário de uma loja de alimentos localizada no hipercentro de Belo Horizonte decidiu inovar e, para evitar novas ocorrências, confeccionou panfletos com as fotos do assaltante. Como uma espécie de “Procura-se”, o empresário usou imagens das câmeras de segurança de sua loja e montou o informativo, que alerta outros comerciantes e clientes para ter cuidado com o suspeito.
Depois da divulgação das imagens, segundo a supervisora da loja, Rosana Paula, 32, outros comerciantes os procuraram informando terem sido vítimas do homem. A Polícia Militar (PM) já monitora o caso, mas ainda não identificou o assaltante.
A loja de alimentos foi assaltada duas vezes no intervalo de um mês: no fim de julho e de agosto. Segundo Rosana, o homem agiu da mesma forma. “Ele já chegava direto no caixa, levantava a blusa, mostrava a arma e anunciava o assalto. Acho que ele já ronda a região, porque sabia exatamente onde estava o dinheiro”. As quantias roubadas não foram divulgadas.
Para a surpresa das vendedoras, ele saiu do estabelecimento andando, mesmo com a presença de uma guarita da PM a poucos metros da loja. O comércio fica próximo ao cruzamento das ruas Curitiba e Padre Belchior e é uma região de intensa movimentação de pessoas. “A loja já funciona há três anos e nunca havia acontecido nada aqui. De repente, a mesma pessoa vem duas vezes e nos rouba. Parece que ele achou fácil fazer isso”, comentou a supervisora da loja.
Policiamento. A reportagem de O TEMPO esteve na loja ontem e, durante quase meia hora, nenhum militar foi visto na guarita da corporação próxima ao local ou circulando no entorno. Já conforme a polícia, a guarita funciona em três turnos e sempre tem alguém. “Se hoje (quinta-feira, dia 4) não havia ninguém ali é porque eles devem ter ido atender alguma ocorrência. Nesses casos, se tiver que ir para a delegacia, é demorado mesmo”, explicou o tenente-coronel Helbert Figueiró, comandante do 1º Batalhão da PM, que atende a área.
Ainda de acordo com o tenente-coronel, a realidade atual da polícia é de uma demanda superior ao efetivo. “Todo mundo sabe dessa defasagem. Estamos cientes do caso, mas o homem ainda não foi identificado. Já passamos a foto dele para o serviço de inteligência e estamos tentando descobrir a identidade dele. Em seguida, passaremos a monitorá-lo”, informou.
FONTE JORNAL SUPER ONLINE
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